A CAIXA Cultural São Paulo traz ao palco a Cisne Negro Cia de Dança com o projeto Pluralidades. A iniciativa prevê apresentações gratuitas dos espetáculos Instar e Calunga nos dias 29, 30 e 31 de maio, às 19h, no Grande Salão da unidade.
De acordo com a organização, o projeto promove um intercâmbio enriquecedor em que as obras se conectam profundamente com as comunidades. Desse modo, o trabalho contribui para a valorização das diversas expressões culturais do Brasil.
“Pretendemos não só promover o acesso à cultura, mas também fortalecer laços sociais e criar um ambiente onde a arte se torna um catalisador para a reflexão e a transformação social”, diz Dany Bittencourt, diretora artística da companhia.
Os dois espetáculos trazem linguagens completamente diferentes e marcantes para o público:
Com coreografia do israelense Elie Lazer, Instar investiga as dinâmicas dos primeiros encontros. A movimentação dos bailarinos privilegia o contato, a aproximação e a ruptura entre os corpos. Portanto, a obra parte de uma linguagem que tensiona referências do balé neoclássico, explorando a instabilidade.
O espetáculo se baseia no estilo clássico, mas traz movimentos menos rígidos, mais flexionados e leves. Com essa transformação, a dança ganha velocidade, assimetria e um desequilíbrio proposital e instigante. Além disso, as inquietações dos próprios bailarinos serviram como base para a criação artística.
Por outro lado, Calunga se estrutura a partir de referências do maracatu e da história de Chico Rei. O espetáculo mobiliza signos ligados à ancestralidade e à resistência, propondo uma leitura coreográfica sobre processos históricos de opressão e afirmação cultural.
A obra é o resultado de um mergulho histórico e estético nas tradições populares do Brasil. O argumento, criado por Mário de Andrade, reconta a história de Chico Rei, um líder escravizado que comprou sua liberdade e a de seus súditos em Minas Gerais.
Com isso, o ritmo contagiante do Maracatu ganha vida no palco. O cortejo traz elementos marcantes como a boneca Calunga, feita de madeira ou cera, que representa a nobreza e o sincretismo dessa grande festa de rua.
Logo após as apresentações, o projeto prevê encontros abertos com a direção artística e o elenco. O objetivo principal é ampliar o diálogo com os espectadores sobre os processos de criação. Além disso, os artistas vão debater as relações entre a tradição e a contemporaneidade na dança.
Fundada em 1977 por Hulda Bittencourt, a Cisne Negro é uma das mais renomadas companhias de dança contemporânea do Brasil. Com quase cinco décadas de história, o grupo já foi assistido por um público superior a 5 milhões de pessoas em 17 países.
Sob a direção artística de Dany Bittencourt, a companhia mantém em seus valores a inclusão social. Por isso, a equipe está sempre atenta à acessibilidade, garantindo que sua arte seja apreciada por todas as frentes de público.
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