Cisne Negro Cia de Dança apresenta o projeto Pluralidades na CAIXA Cultural São Paulo com os espetáculos Instar e Calunga

Uma das companhias brasileiras mais referenciadas no país apresenta programa gratuito e promove bate-papo do elenco com o público após as sessões.

A CAIXA Cultural São Paulo traz ao palco a Cisne Negro Cia de Dança com o projeto Pluralidades. A iniciativa prevê apresentações gratuitas dos espetáculos Instar e Calunga nos dias 29, 30 e 31 de maio, às 19h, no Grande Salão da unidade.

De acordo com a organização, o projeto promove um intercâmbio enriquecedor em que as obras se conectam profundamente com as comunidades. Desse modo, o trabalho contribui para a valorização das diversas expressões culturais do Brasil.

“Pretendemos não só promover o acesso à cultura, mas também fortalecer laços sociais e criar um ambiente onde a arte se torna um catalisador para a reflexão e a transformação social”, diz Dany Bittencourt, diretora artística da companhia.

Conheça as Obras: Instar e Calunga

Os dois espetáculos trazem linguagens completamente diferentes e marcantes para o público:

Instar (2023) — Coreografia: Elie Lazar

Com coreografia do israelense Elie Lazer, Instar investiga as dinâmicas dos primeiros encontros. A movimentação dos bailarinos privilegia o contato, a aproximação e a ruptura entre os corpos. Portanto, a obra parte de uma linguagem que tensiona referências do balé neoclássico, explorando a instabilidade.

O espetáculo se baseia no estilo clássico, mas traz movimentos menos rígidos, mais flexionados e leves. Com essa transformação, a dança ganha velocidade, assimetria e um desequilíbrio proposital e instigante. Além disso, as inquietações dos próprios bailarinos serviram como base para a criação artística.

Calunga (2011) — Coreografia: Rui Moreira

Por outro lado, Calunga se estrutura a partir de referências do maracatu e da história de Chico Rei. O espetáculo mobiliza signos ligados à ancestralidade e à resistência, propondo uma leitura coreográfica sobre processos históricos de opressão e afirmação cultural.

A obra é o resultado de um mergulho histórico e estético nas tradições populares do Brasil. O argumento, criado por Mário de Andrade, reconta a história de Chico Rei, um líder escravizado que comprou sua liberdade e a de seus súditos em Minas Gerais.

Com isso, o ritmo contagiante do Maracatu ganha vida no palco. O cortejo traz elementos marcantes como a boneca Calunga, feita de madeira ou cera, que representa a nobreza e o sincretismo dessa grande festa de rua.

Debate e Bastidores com o Público

Logo após as apresentações, o projeto prevê encontros abertos com a direção artística e o elenco. O objetivo principal é ampliar o diálogo com os espectadores sobre os processos de criação. Além disso, os artistas vão debater as relações entre a tradição e a contemporaneidade na dança.

Sobre a Cisne Negro Cia de Dança

Fundada em 1977 por Hulda Bittencourt, a Cisne Negro é uma das mais renomadas companhias de dança contemporânea do Brasil. Com quase cinco décadas de história, o grupo já foi assistido por um público superior a 5 milhões de pessoas em 17 países.

Sob a direção artística de Dany Bittencourt, a companhia mantém em seus valores a inclusão social. Por isso, a equipe está sempre atenta à acessibilidade, garantindo que sua arte seja apreciada por todas as frentes de público.

Serviço do Evento

  • Espetáculo: Cisne Negro Cia. de Dança em Pluralidades (Instar e Calunga)
  • Período: 29, 30 e 31 de maio de 2026 (sexta-feira a domingo)
  • Horário: 19h
  • Local: Grande Salão – CAIXA Cultural São Paulo
  • Endereço: Praça da Sé, 111 — Centro — São Paulo — SP
  • Ingressos: Gratuitos (retirada 1h antes da apresentação, limitado a um por pessoa)
  • Classificação: Livre
  • Duração: 60 minutos

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